sábado, 3 de maio de 2014

O CACHORRO VIRA-LATA ( João Urague )

Poema Infantil:
Não precisa nem ter dó
Do pobre cão vira-lata
Que ele é muito mais feliz
Do que cachorro de raça.

Só porque ele descende
De raças mal definidas
Não quer dizer que se ofende
Nem que tenha pior vida.

Namora com quem quiser
Sem nenhuma explicação
Que o fato de não ter dono
Liberta o cão do patrão.

Chega em casa qualquer hora
Que a sua casa é a rua
Sai e volta quando quer
Ganindo versos à lua.

Não se acostuma à coleira
Nem admite corrente
O banho é de cachoeira
E qualquer osso um banquete.

Eu tenho um poodle, coitado,
Que veste terno e gravata
Mesmo assim morre de inveja
Do pobre cão vira-lata!

terça-feira, 11 de março de 2014

O HERÓI DO MEU CACHORRO

Poema Infantil: O HERÓI DO MEU CACHORRO ( João Urague )

Eu sou o grande herói do meu cachorro
Tem que ver o quanto ele me adora
E me aplaude com o rabo em festa
Cada vez que eu volto de ter ido embora.

Ele me olha com tamanha gratidão
Quando eu a luz acendo de repente
Salvando ele da escuridão . . .
Quase se desmancha de contente!

E quando então num gesto de carinho
Eu carrego ele no colo por instante
Dá pra ver o quanto ele me olha
Na certeza de que eu sou algum gigante.

Quando comigo fica tão valente
Que avança até na sombra do inimigo
É que no fundo ele até já sabe
Que eu salvo ele de qualquer perigo.

Quando está com sede eu faço a água
Quando está com fome o que comer
Quando está com frio mantinha quente
Como é que ele não vai me agradecer?!

Quando eu brinco com ele no quintal
Eu pulo, eu salto, eu caio, eu corro
Faço questão de parecer o tal
Pois sei que sou o herói do meu cachorro.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Shaka... o gigante de pedra e a vida!


Era uma vez…
Pois, é assim que começam todas as historias de encantar,
mas não, esta não é uma historia de príncipes e cavalos, de reis e de fadas!
É a história de um gigante de pedra,
ele que vivia nas místicas florestas verdes de um país chamado zuma!
Era um gigante sentado na terra, que ganhou musgo em todo o seu corpo frio,
em cada gravura de guerra cravada em si, em cada membro sem pulsação!
Dizia-se que há muitos anos atrás, existiu um povo feito de rocha, tinham alma e coração, viviam felizes no seu mundo, até que os Humanos encontraram a floresta mística
e destruíram as suas casas, o seu povo, em nome de evolução!
Shaka, era o nome do gigante, o único que sobreviveu ao massacre,
que foi deixado para exemplo aos olhos dos curiosos que por ali um dia passaram!
Diz também a lenda, que ade passar naquele lugar distante a vida,
uma vida que dará a shaka de novo um coração!
Talvez seja de carinho e afeto que ele precisa para se erguer,
para que de novo o seu corpo frio se volte a mexer!
Ainda contam as historias, que a vida, terá a forma de uma criança,
e que com seu corpo frágil e cabelos cor de fogo, sem medo da sua aparência grande e fria, tocará a mão de shaka e tomará do gigante uma flor, onde que por magia volte a existir calor! Volte a sensação de amor, de ter coração depois de tantos anos a invernar,
e shaka, contente voltara a lutar, para o seu reino reconstruir,
para que a alegria naquele corpo de pedra o faça viver!
Diz-se ainda que shaka perdoará a raça humana, e provará que qualquer evolução,
passa por ter um coração, não um coração de pedra como o dos Humanos,
mas sim um coração quente, cheio de amor, aquele que a menina tocou,
e apenas num gesto o acordou, espalhando o amor na floresta que um dia a Humanidade roubou!
Diz-se que depois de respirar, o gigante mudou de nome, que agora se chama mundo,
que um dia a vida vai de novo colher uma flor, mas desta vez da mão dos humanos,
que precisam aprender o significado da palavra “amor”!
Era uma vez…
Não, esta não é uma história de encantar,
é uma história encantadora que espalha amor, espalha vida e esperança,
entre gigantes de pedra,
que faz bater o seu coração, tudo em nome de uma futura evolução!

05/03/2014
Celeste Seabra

terça-feira, 4 de março de 2014

A BORBOLETA FOI PASSEAR



Uma linda borboleta saiu
para passear, visitar uma amiga,
a sua amiga joaninha,
pelo caminho foi só aventura.

Pelo jardim brincou com as flores,
cheiro a margarida, que sentiu cócegas,
depois cheirou o copo de leite,
que disse: não tome todo o leite.

Cheirou a rosa amarela que ficou
vermelha de tanta vergonha,
descansou na laranjeira toda florida,
espiou a comadre abelha que vinha vindo.

Beijou a orquídea, disse ela;
que linda você está hoje!
a orquídea ficou se achando
quase subiu ao céu feito balão.

Chegou a casa da amiga joaninha,
que já esperava com café e biscoitos
e papo vem e papo vai, o dia se foi
a borboleta voltou pra casa, feliz da vida!

Paulo César Gaspar 04-03-14

segunda-feira, 3 de março de 2014

PULA! PULA!



Muita folia, muita alegria
Alecrins, Pierrots, Bolinhas,
estão no salão da farra,
sambam, pulam felizes.

Confetes e serpentinas,
apitos, buzinas, cornetas,
crianças, jovens e velhos,
o que importa é ser feliz.

O salão está cheio,
foliões gargalham,
saltitam estão felizes,
alegria é geral.

Pula! pula! pula! pula!
é carnaval, alegria
é geral, pula!, pula!
ser feliz é o que importa.

Paulo César Gaspar 02-03-14
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O GALO..........

João Urague Filho27 de fevereiro de 2014 16:40
Poema Infantil:O GALO ( João Urague )

Lá vai o galo valente
Fiscalizando o terreiro
Passo aqui, passo na frente
Como um brioso guerreiro.

Na cabeça um capacete
Na crista alevantada
Vai tocando clarinete
Na saudação da alvorada.

Na espora a lança gloriosa
Com que defende o quintal
Quando mal vem vindo a aurora
Com seu porte imperial.

No pescoço uma barbela
Como lindo cachecol
Resplendentemente bela
Tirando chispas ao sol.

Na garganta o som potente
Com que acorda a manhã
Mal rompe o sol imponente
Entre cortinas de lã.

Ei-lo agora prestimoso
De conversa com as galinhas
Ciscando o chão primoroso
No protesto das pedrinhas.

Agora ele para e pensa
Espeta o céu com a crista
Ver se escuta desavença
Ver se tem perigo à vista.

E as galinhas e os pintinhos
Qual família muito unida
Cochichando segredinhos
No burburinho da vida.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O BAMBOLÊ DE BALBINA

João Urague Filho
João Urague Filho26 de fevereiro de 2014 04:33
Poema Infantil:  ( João Urague )

O bambolê de Balbina
Como que bamboleava
Em torno da cinturinha
Da menina que brincava!

Eram quantas gargalhadas
Festivas de não sei quê
Às tontas de tantas voltas
Nas voltas do bambolê!

Que o mundo inteiro ao redor
Inusitado de graça
Punha-se todo a rodar
Nas voltas que o tempo passa.